Enxergar o filme de verdade.
Publicado por admin em 15 Ago 2008 | sob: Sem Categoria
Como criar a expectativa certa para um filme que ainda será lançado? O cinéfilo, esse ser que prefere muitas vezes ficção à realidade, acompanha todas as notícias relacionadas à produção de seus filmes preferidos. O interessado em cinema, ao contrário do grande público, não se guia somente pelo ator ou atriz que estampa o cartaz, mas sim por aqueles responsáveis pela produção do filme. Quanto mais paixão, mais fundo se vai, passa pelo diretor, chega ao fotógrafo, acompanha o roteirista e estaciona no editor.
Quando alguém faz sucesso, principalmente no cinema, cria-se uma forte vontade e curiosidade de assistir a obra seguinte. Comparações com o primeiro filme serão inevitáveis, críticas virão e o que antes era aposta, vira agora um compromisso com milhares de pessoas. Nesse turbilhão encontra-se o novo filme de Fernando Meirelles, Ensaio Sobre a Cegueira. A obra chegará ao grande público e não faltará paixão na análise que o filme receberá.
Acompanhei todas as notícias relacionadas ao filme. Lembro de ter sido o terceiro a comentar no blog de produção. Fiquei surpreso e ao mesmo tempo aliviado, quando soube que até um grande diretor como Meirelles enfrenta dúvidas e tem lá seus medos. O cinema visto através do making-of de qualquer DVD é uma indústria de certezas, visto através do blog do diretor é algo feito com muita humanidade. O filme, terceira adaptação de um livro conduzida pelo diretor, trata sobre a relação entre seres humanos, ou na falta dela. É preciso perder a visão para conseguir enxergar de verdade como somos.
Os desafios técnicos nesta nova produção são imensos. Realizar um filme que fala sobre perda de visão em um meio predominantemente visual não é tarefa fácil. A obra de Saramago não apresenta personagens com nomes, há muita violência, medo e caos. Indiferente do que dirá a crítica, serei uma pessoa em algum cinema do mundo ansioso para apreciar o filme. O elenco é formidável, as pessoas envolvidas extremamente competentes e o clima de mundo em colapso parece ter sido retratado fielmente, sobretudo nas cenas rodadas no caótico cenário que é a cidade de São Paulo.
Assim como o livro, esse filme não será simples. Não poderá ser feita uma análise superficial. Alguns talvez dirão que não há um caráter de entretenimento como teve Cidade de Deus, mas isso é justamente por tratar-se de um outro filme e ser uma obra única e sem precedentes. Precisamos ter consciência disso e tentar enxergar todas as camadas. Em um filme que fala sobre falta de visão, nada melhor que deixar os olhos bem abertos.
Carlos Daniel Reichel
| Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 3974

Salame
Mas Escreve Bem!
Muito legal
Sinto-me grato, pra não dizer honrado, em fazer parte da contagem regressiva do “Ensaio sobre a cegueira” no site da O2. A semana começou bem, quando vi meu singelo texto no blog da casa, a segunda-feira automaticamente ganhou um um clima de sexta. Parece que ganhei ouro
Agora é esperar pelo dia 12 de setembro.
E as imagens em vídeo da visita? Ainda no aguardo , mas um dia será postado e será outra grata surpresa.
Obrigado e abs
Adoro Cidade de Deus e estou com muita vontade de degustar Blindness. Pelo diretor, pelo Saramago, pela abertura com a gente que acompanha os bastidores de camarote, via blog. Os olhos já estão bem abertos, Daniel. Pode ter certeza.
Grande Daniel!
Belo texto, como sempre! Espero que as expectativas se confirmem.
Ops! Esse guri vai longe!
Bem, eu gosto muito do Saramago e estou providenciando Blindness…Rsss
O Carlos Daniel sempre tem umas dicas ótimas de cinema, sempre que quero atualizar os meus filmes ou uma opinião , comentários de cenas, coisas que pra nós meros mortais não fica bem claro , ele esclarece!
Vale a pena ver o blog dele “cinerinha”!
abraço
Olá!
Quando eu crescer, quero ser igual a você! Quero pelo menos entender um pouco de cinema, já que não conheço nada. (Não consigo sequer guardar os nomes dos filmes que já assisti, pode?)
Fico orgulhosa de já ter partilhado contigo momentos de criação e decisão na nossa campanha do ano passado.
Parabéns amigo! Vá em frente. Beijos.
Muito legal.
Não vejo a hora de ver esse filme.
Então, acho que não poderia existir ninguém mais gabaritado para escrever sobre o ensaio sobre a cegueira e sobre o Meireles. Adorei o que você falou e também estou ansiosa para ver o filme. Pelo menos ele gostou:
http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY
=)
Muito bom seu texto, caro Carlos!
Não acompanhei as notícias da produção como você, mas confesso que já estou formigando na espera desse eminente obra cinematográfica, respeitando o ritmo natural da trama.
Saramago + Fernando Meirelles… alguém aí duvida do resultado??
abraços a todos!
Espero que as produtoras de cinema de São Paulo estejam “de olhos bem abertos” em você, isso sim! Seu talento já deixou rastros por aqui, no mercado publicitário catarinense.
Quanto ao filme, após seu relato, já estou interessada e aguardando a estréia.
Sucesso!
.. são textos assim que motivam cada vez mais a minha ida ao cinema para conferir esta tão aguardada obra. .. Um abração!
Dae (Carlos) Daniel!
Parabéns pelo espaço conquistado, sabemos que foi com muita dificuldade e dedicação!
Quanto ao filme, não li absolutamente nada a respeito ainda, estou meio desligado do cinema nos últimos tempos, mas Fernando Meirelles já é uma “Marca” que nos remete a Qualidade, estou entre os tantos que estão à espera desse super lançamento… estou curioso pra ver mais um filme do Mestre com cenas gravadas no Brasil
Espero ver mais textos seus por aqui,
Abraço!
Espetáculo. Não vejo a hora de ver esse filmes!
Ótimo texto, cinéfilo é assim veste a camisa do filme e lê tudo que vem na rede.
Agora só esperar para ver o filme, que espero que seja tão bom quanto os outros filmes do Fernando.
ABRAÇO!
quando li o livro, achei impossível adaptá-lo para o cinema. coragem do meirelles de encarar a tarefa. tb acompanhei a produção pelo blog Diário de Blindness e ali deu pra sentir que realmente a coisa não foi fácil - principalmente na pós-produção - o que me faz esperar mais ainda pelo filme.
Cara, nunca fui fã de filmes mais “cabeça” digamos assim, salvo “clube da luta” e mais alguns graça a “ação” da trama, mas lendo seu texto fiquei muito curioso quanto a blindess, entaum seja oq Deus quiser e vamos a cegueira.
Abraço
Cara…
é meio difícil encontrar nos meios de comunicação respeitados (os que ainda são respeitados) um crítico com uma linguagem inteligente…
e torço muito para que este rapaz continue podendo fazer este tipo de crítica inteligente e que não percam sua visão e habilidade neste vácuo ignorante dos nossos formadores de opinião..
valeu
Carlos, gostaria de trocar figurinhas contigo pois um dos projetos de responsabilidade social de minha empresa é um projeto de audiodescrição para cegos. Como podemos conversar sobre envolvermos este projeto com a exibição do filme? Obrigado.
Luis
Interessante o projeto que sua empresa oferece. Apesar do texto no blog, não sou funcionário da casa.
Uma dica é acessar www.o2filmes.com.br. Lá você encontrará o telefone da produtora e poderá se informar sobre essa possível parceria.
Boa sorte!
opa
o endereço é
www.o2filmes.com.br
agora vai
No ponto.
Carlos Daniel, como sempre, acertando bem onde devia. Usando as contradições do roteiro pra produzir sua crítica.
Acho que vou dar outra lida no livro antes da estréia nas telonas!
=]
abraço, guri
sucesso!
Daniel, adorei seu texto, como tudo que você escreve, esperamos que suas criticas levem você aonde você quer chegar.
Tudo de bom, beijos
A CEGUEIRA DE MEIRELLES E SARAMAGO
por Robney Bruno
Pertubador. Se fosse possível resumir o livro ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, de José Saramago, em uma única palavra, essa seria a minha escolhida. Ao saber da adaptação do livro para o cinema, com direção de Fernando Meirelles, fugi da leitura do livro para não ser influenciado. Mudanças de linguagens sempre são temerárias, ainda mais quando se trata de um escritor de grande renome. Sempre alguma coisa sai perdendo neste processo: no livro, os leitores que certamente o deixarão de ler para assistir o filme (como eu quase o fiz) - e no filme, toda a subjetividade intrínseca do autor ao escrevê-lo, e dos leitores ao lê-lo.
Uma das coisas mais perturbadora no livro com certeza é imaginar, como se isso fosse possível, uma cidade inteira de cegos. Pela realidade narrada, bastaria nos faltar um dos sentidos que voltaríamos a mais completa selvageria. Seríamos como animais em busca de um único propósito: a sobrevivência. Mas indo contra o que ouvi da maioria, o livro não me embrulhou o estômago. Pelo contrário, confesso que me divertir muito com a bancarrota do império capitalista que nos governa. Assistir todo um sistema que levou a evolução inteira para chegar ao ápice do que somos hoje, ruir diante de um simples toque como peças de dominó. Carros abandonados, supermercados saqueados, o sistema bancário falido, pessoas perambulando sem status. Sonho com isso todos os dias. Com os “Herchcovitchs” da vida tomando água suja, com o padrão globo de qualidade sem saber sua audiência, com os governantes sem ter como apertar o botão que nos controla. Essa é a grande viagem que o livro me rendeu, não a simples parábola da visão, (oh!, que para enxergarmos seria necessário perdermos a visão, que pra mim não passa de uma piada saramesca), mas a que não precisamos de todo esse sistema “idiossincrata” que nos governa para que possamos viver.
Enxergar isso no livro foi realmente compensador e o que certamente, também vai fazer valer a pena a viagem do filme. Aliás, é nessas imagens que devem estar o seu grande impacto. Como conseguir traduzir tantas cenas com a mesma verossimilhança que o livro nos passa, fugindo dos habituais clichês que o livro nos remete (cegos sem parecerem zumbis e a urbanidade caótica sem os efeitos katrínicos). Estes devem ser os desafios de Meirelles.
Fecho os olhos e vejo o disco amarelo iluminando-se. Também estou cego. Um a um somos guiados em direção as camaratas. Ouço o “altifalante”. Sinto o cheiro da merda toda. Vou a camarata 3. Sou estuprado, chupo e mato. Fogo. A chuva lava o meu corpo. Sou guiado pelas ruas da cidade. Através dos olhos da Julianne ,vejo os carros abandonados, o lixo espalhado, comércios saqueados, pessoas mortas, matilhas de cães que vagam. Visito primeiro a casa da rapariga de óculos escuros, depois a casa do médico e a casa do primeiro que cegara. Atrás de comida e combalido, entro numa igreja onde todas as imagens sacras estão como sempre foram, de olhos vendados. O que é isso. Ninguém responde. Olho para cima e vejo o céu branco, todo branco, como a brancura da cegueira que nos cegara. Chegou a minha vez, penso. Abro os olhos. A tela do computador ainda estava ali. Uma pena.
Assistir ao filme certamente vai ser uma viagem diferente a que o livro nos proporciona. A cegueira de um, certamente não vai ser a mesma cegueira do outro. Enquanto o livro nos abre os olhos para coisas que há muito tempo deixamos de enxergar, o que o filme deve fazer, pelo menos até a sua estréia, fica no campo imagético de cada um. O que podemos neste momento é apenas esperar e torcer para que Meirelles consiga, como em seus outros trabalhos, nos surpreender com uma narrativa e estética única em seus filmes. Não criar grandes expectativas sobre um projeto é uma das primeiras coisas que se deve aprender neste mundo frágil do cinema. Ainda mais se tratando de um filme feito para se conseguir grande público nas bilheterias. Nem sempre a mágica funciona ou às vezes a soma dos números bate. A única certeza que se tem é que o filme jamais deve se igualar ao livro, não só pela linguagem diferente de ambos, mas como também pelos seus diferentes objetivos. Ma isso é como ouvir o velho ditado: livro é livro, e filme é filme.
O Carlos Daniel é isso… filme na veia. (rsrs) Deixa qualquer um encantado… de olhos e bocas abertas quando escreve ou fala sobre cinema. Vc é assim Carlos.. e o que é melhor: naturalmente!!! Lembro de um comentário que ouvi durante a apresentação do seu TCC: quando vc fala ou escreve sobre cinema vc tem algo que encanta. Com certeza é o reflexo da sua paixão pelo cinema.
Parabéns!! O texto está ótimo (como sempre!!). Gosto muito de cinema, mas não me dedico à “estudar” cinema. Isso faz com que alguns textos se tornem “cansativos”. Mas isso não acontece com os seus. Vc escreve de uma forma que, tanto para quem entende de cinema, como para quem “simplesmente gosta” de cinema, que suas palavras são absorvidas e encantam como num passe de mágica.
Espero vê-lo escrevendo ainda muito sobre cinema!!!
Abraços!!
Olá Daniel
Primeiramente Parabéns pelo texto.
Já ouvi comentários acerca do filme, mas não cheguei a acompanhar nada.
Confesso que estou bem interessada e curiosa para assisti-lo, o Meirelles é um grande diretor e acredito que as expectativas serão alcançadas.
Sucesso!
Abraço.
Como sempre palavras muito bem colocadas que fluem naturalmente quando se fala com conhecimento. Parabéns pelo texto. Espero que continue postando, gosto da maneira com que expões seus pensamentos.
Sem dúvida, principalmente para quem conhece o livro ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, há uma grande expectativa perante o filme. Diferente de ti assisto os filmes como entretenimento mas estou aprendendo apreciar com outros olhos também.
Sucesso.
Bem, sempre ha uma expectativa que o filme vai ser bom, pelo fato de que o diretor sempre deixou sua marca, muito bem.
Mas a explicacao que o Daniel nos colocou, e que temos que estar com a mente aberta e a critica bem elaborada, nao pq os outros filmes foram otimos ou melhor, sao, que nao devemos estar dispostos a valorizar o trabalho, pois cada filme e diferente porque existe varios fatores,segmentos e criacao.
Vamos aprender com esse filme com certeza, a descobrir outra parte cega de nossos corpos, a mente!!!
Muito bom trabalho Daniel
beijos
tati
de fato eu queria escrever algo diferente, mas quando a gente lê os teus textos só dá pra pensar em te parabenizar.
tu tem talento pra caramba e isso tu sabe, força ae e sucesso, sempre.
;]
Agora que tu já subiu numa cadeira da O2, torço pra ti sentar.
Esse é o tipo de filme que desafia mesmo o diretor a sair daquela cômoda e enfadonha repetição de conceitos gastos, batidos e tidos por “seguros” por algum consenso não escrito ou verbalizado entre produtores e público. O que é ótimo para o público (ao menos para o cinéfilo).
Fico feliz que seja o Meirelles a produzir essa obra, que tem um bom potencial para deixar uma marca “única” no Cinema (aquela sensação que só aquele filme em específico pode provocar em você ou, ao menos, que o filme tenha sido o primeiro a provocá-la).
Acredito bastante no filme, mas… como bem disse o texto, é bom manter os olhos abertos. Confesso que vou me decepcionar bastante se o resultado não for bom.
uma palavra apenas.
“supimpa”
“Bora” pro cinema então que agora to curiosa
E parabéns, tenho certeza que logo logo teus objetivos vão ser alcançados.
Com certeza é inevitável criar uma grande expectativa em relação a específicamente esse filme. Com certeza teremos mais uma bela e grande produção brasileira nas telonas!
Parabéns pelo ótimo texto! Sucesso!
Grande Juventude!
Abraços!
Como sempre seus comentarios fazem os leitores ficarem mais interessados em assistir o filme falado.
Estou ainda mais curiosa em ver o filme ainda mais porque gostei da história do livro.
Valeu garoto! Olha a furb aqui!!!
bjs
Parabéns! Olhos aberto no filme…
Sucesso pra você Daniel.
Camila.
Esta questão de criar expectativas é sempre um grande desafio.
Realmente acho que o filme será um sucesso.
Boa sorte blumenauense.
Murielly.
Já li algumas partes do livro, confesso que ainda não o terminei, mas achei muito interessante e esse post me induz a continuar a lê-lo. Parabéns Carlos!!!
Eu, cursando minha segunda fase de Publicidade e Propaganda, e sonhando tão alto com vocês profissionais que sairam das mesmas salas de aula que logo logo sairei.
E quem não sente um arrepio ao saber que o filme vai ser dirigido pelo “SENHOR” diretor? Ou protagonizado pelo “MAESTRO” das interpretações cinematográficas?
Foi como o tão esperado “BATMAN, O cavaleiro das trevas” onde quase que o principal personagem, o próprio BATMAN, ficou em segundo plano pelo formidável papel do Coringa, dá ao filme, um ar totalmente inesperado e diferente dos outros BATMANs.
É sempre bom criar um friozinho na barriga por um filme.
E meus parabéns Carlos, não tive o prazer de conhecê-lo, mas já o admiro como profissional e pela força de vontade.
Daniel!
A primeira coisa que lembrei quando li esse texto foi de algumas das nossas poucas conversas no bus da FURB, nossas idas e vindas para a cidade de blumenau. Jaraguá-Blumenau. Pois bem, como estava dizendo, em umas de nossas poucas conversas, o assunto que mais comversávamos era de cinema. E o entusiasmo com que vc expressava suas críticas era o máximo e encantador. Um verdadeiro apaixonado por cinema mesmo!
Sucesso pra ti!
Bjaum!
Eiii, Carlos Daniel. Fiquei muito feliz quando vi o seu texto aqui no blog da O2 Filmes. Ainda lembro quando eu abri a SET de janeiro com o preview deste ano e fiquei encantada com a proposta de adaptação de “Ensaio Sobre a Cegueira”. Agora, ver você escrevendo sobre Blindness é acreditar em sonhos que pensávamos estar muito distantes. SUCESSO pra você!
Sim! Reconstruir um universo caótico, que fala exatamente sobre a ausência de visão (num mundo tão visual), a partir da obra do Saramago, é um desafio para deixar todos de olhos bem abertos.
ótimo texto.
Abraços
Parabéns, o texto ficou ótimo, claro que isso não é novidade. Todos já sabiam do teu talento
Muito sussesso….
De olhos bem abertos, o mundo se torna mais real. A realidade é tao saborosa quanto um sonho, e as pessoas que participam de sua realização tbem são reais. Não nos damos conta disso, por queremos viver de ilusoes, e a ilusao do cinema nos passa isso.
Mas no momento em que percebemos que este filme ou algum outro, não são meras peças de diversao, mas sim que muita gente legal esta por tras de sua produção, ai sim o que vemos nao é mera ilusão… é real, sublime, excitante. Como eu disse, a realidade é tao melhor quanto viver uma ilusão.
Luiz-
[…] Pessoas sobre quem tinha lido e que respeito profissionalmente, como Paulo Morelli e Bel Berlinck, estavam ali, ao alcance de um cumprimento. Depois de meia hora de imagens captadas ainda escrevi um texto sobre o Ensaio sobre a Cegueira, novo filme do diretor Fernando Meirelles. Não sei se fiz um bom trabalho, o texto ficou me maltratando durante toda a noite pós-visita, lembrava de tudo que tinha escrito e só encontrava falhas e uma bendita falta de coesão. (ATUALIZADO - Leia o texto no blog da O2 filmes) […]
[…] Tal qual o email nos convidava dar lá uma passada para prestigiar a redação do rapaz a gente faz o mesmo com vocês - não é sempre que um vizinho têm espaço tão nobre para se expor… Contribuam com a discussão! O link para acesso é este aqui: Enxergar o filme de verdade. […]
Rapaz, uma questão hoje é a forma como tropeça-se facilmente por aí naquelas críticas pasteurizadas.
Tive medo por um tempo quanto filmes que apreciava via sendo apedrejados, agora só ignoro.
Também estou ansioso por ver a película, e espero ter novamente aquela sorte de pegar uma sala de cinema vazia numa tarde de terça (coisas que só cidade do interior pode proporcionar).
Com certeza também visses, e confesso, fiquei fascinado com o videozinho que mostra a reação de Saramago ao fim da premiere do filme. Creio que independente de quem queira azedar na interpretação do que assistiu, Meirelles já teve o aval maior.
Texto legal brother, dá uma boa conversa de bar.
…
Tava vendo os comentários, e pergunto: tens outros artigos publicados?
Ótimo texto, Daniel, eu li o livro, também estou ansiosa pra ver o filme.
Parabéns Daniel
Ótimo texto
Nossas conversas de busão o credenciam perante a mim como um grande cinéfilo.
Abraços
Parabéns pelo texto. Emocionante porque foi escrito com amor. E, fique sossegado, o filme estreará sob o signo de virgem, que modéstia à parte não passa despercebido! Ambos faremos aniversário juntos! Espero ansiosa a estréia, adoro Saramago. Adoro o Meirelles. Sorte!
Que interessante… durante a Cine Rinha escutei muito a voz e li muito as palavras desse garoto, mas nunca cheguei a saber quem era o tão comentado Carlos Daniel!
Cara, estou muuuuito ansiosa pra ver esse filme.
Só por ser baseado em Saramago, já é graaande coisa, e sob a direção do Meirelles então, sem comentários.
Pelo vídeo do YouTube que mostra o Saramago assistindo ao filme, vem coisa boa por aí! Fazer ele chorar não deve ser pra qualquer um
Parabéns pelo texto, muito bem escrito.
Um abraço.
[…] Este post é uma contribuição de Carlos Daniel Reichel, Ex aluno da FURB, responsável pelo conteúdo do site da NetMovies. Revolucione você também! Envie seu texto para revolucao08@ymail.com […]
Olá Daniel!
Tudo bem?
Gostei muito de seus comentários sobre o filme.
O que me chamou a atenção foi a preocupação do Meirelles com o lado humano que o tema aborda, pois sabemos que quem perde a visão enfrenta muitas dificuldades no seu dia-a-dia.
Parabéns e muito sucesso pra você!
Vou assistir o filme com toda certeza!
Abraço amigo!
Oi Daniel! Tudo certo?
Gostei muito do seu texto, principalmente quando você comenta a questão da dificuldade de se fazer um filme no qual os personagens sofrem com a perda da visão. Ou seja, a dificuldade em conseguir passar a sensação de cada personagem ao espectador. Realmente não tinha pensado nisso.
Na verdade, desde quando começamos a estudar junto, ouvindo os seus comentários e críticas a respeito de determinados filmes, venho tentando enxergar os filmes com outros olhos, mais críticos. Até então, eu não passava de uma simples espectadora em busca de divertimento sem muitas análises.
Parabéns por chegar onde você chegou e tenho certeza que conseguirás muito mais. Você merece!!!
Bejos
o carol tages é maravilhosa e gostosa….sincera amiga e amavel….amo demais!!!
e beija bem!!!