Setembro 2008

Arquivo Mensal

Matéria da revista Época - “Ensaio sobre a Cegueira”

Publicado por admin em 10 Set 2008 | sob: Sem Categoria

Abaixo está o recorte de uma matéria que fala sobre o novo filme de Fernando Meirelles, “Ensaio sobre a cegueira”, originalmente publicada na revista Época desta semana.

O trabalho de César Charlone em “Ensaio sobre a Cegueira” é destaque na revista American Cinematographer

Publicado por admin em 09 Set 2008 | sob: Sem Categoria

A revista norte-americana American Cinematographer destaca na edição desse mês de setembro o trabalho realizado por César Charlone, diretor de fotografia, em “Ensaio sobre a Cegueira”. Além de detalhar cenas do filme, a matéria fala sobre técnicas e façanhas usadas por César para uma fotografia que ressaltasse a essência do filme, que é justamente a cegueira.

Segue abaixo, um recorte scaneado da matéria em inglês, originalmente publicada na revista American Photographer de setembro de 2008.

César Charlone é destaque no site da Aaton

Publicado por admin em 09 Set 2008 | sob: Sem Categoria

A foto acima foi publicada na página principal do site da Aaton, na qual César Charlone, diretor de fotografia, aparece experimentando Penélope, uma câmera 35 mm que é o mais novo lançamento da marca.

“Ensaio Sobre a Cegueira” na Revista IstoÉ

Publicado por admin em 09 Set 2008 | sob: Sem Categoria

Notícia originalmente publicada na Revista IstoÉ da semana entre os dias 7 e 13 de setembro de 2008.

Confira abaixo scans da matéria sobre “Ensaio Sobre a Cegueira” na Revista Isto É.

isto   pag1 1 - isto   pag1 1

isto   pag2 1 - isto   pag2 1

Fernando Meirelles é o entrevistado da Roda Viva

Publicado por admin em 09 Set 2008 | sob: Sem Categoria

O diretor Fernando Meirelles foi o entrevistado do programa Roda Viva dessa segunda-feira, 08/09.

Confira um trecho do programa no video abaixo:

Fernando Meirelles fala sobre “Ensaio Sobre a Cegueira” para Revista Bravo!

Publicado por admin em 09 Set 2008 | sob: Sem Categoria

Notícia originalmente publicada na Revista Bravo! de Setembro de 2008.

markruffalo - markruffalo

Bem-vindo Ao Mundo Real

As aventuras de Fernando Meirelles no mercado de língua inglesa – longe da ilha da fantasia do cinema nacional. Seu “Ensaio sobre a Cegueira” estréia neste mês

Durante muito tempo, os cineastas brasileiros se acostumaram com uma espécie de “ilha da fantasia”. Fortemente subsidiados pelo Estado, eles não precisavam se preocupar com o retorno de bilheteria de suas produções. Isso era especialmente verdadeiro nos tempos da Embrafilme, em que os diretores, financiados pela ditadura militar, podiam posar de “autorais” — dando-se ao luxo de levar às salas de exibição produções ininteligíveis como Os Inconfidentes, de Joaquim Pedro de Andrade, ou Eu, de Walter Hugo Khouri. A Lei do Audiovisual trouxe um pouco mais de realidade à ilha da fantasia, já que as empresas que financiam os filmes via renúncia fiscal estão interessadas em visibilidade e filmes com bom potencial de público acabam sendo privilegiados. Nada comparável, no entanto, ao, por exemplo, cinema argentino — em que os diretores são obrigados a restituir o dinheiro do financiamento, com juros. Para enfrentar a dura vida real da indústria, um diretor brasileiro tem que entrar mesmo no mercado americano, onde a briga é de gente grande. Poucos cineastas nacionais conseguiram transpor essa barreira. Nenhum deles foi tão bem-sucedido quanto Fernando Meirelles.

Neste mês estréia o filme Ensaio sobre a Cegueira, o segundo realizado pelo diretor para o mercado de língua inglesa. O primeiro, O Jardineiro Fiel, lançado em 2006 e baseado em romance do autor inglês John Le Carré, teve cinco indicações para o Oscar, e a atriz Rachel Weisz acabou levando a estatueta de melhor atriz coadjuvante. A maneira de filmar de Meirelles, com câmera solta seguindo os atores, como se estivesse fazendo um documentário, surpreendeu a crítica internacional e lhe garantiu boas resenhas. Escudado pelo primeiro sucesso, Meirelles foi convidado para pilotar uma produção de US$ 25 milhões, estrelada por atores de ponta como Julianne Moore e Mark Ruffalo. A ironia é que, há dez anos, antes mesmo de filmar Cidade de Deus, Meirelles havia tentado comprar os direitos do livro de Saramago. A resposta do escritor português, na ocasião, foi negativa. Mais tarde, Saramago venderia os direitos ao produtor canadense Niv Fichman, que tem mais de 70 produções no currículo — entre elas, Paixão Proibida e A Última Noite. Foi Fichman quem convidou Meirelles para dirigir Ensaio sobre a Cegueira.

Eis o primeiro indício de que se está no mundo real do cinema: a figura do produtor. No mercado internacional, quem levanta US$ 25 milhões para financiar um filme gosta de olhar sobre os ombros do diretor para ver o que ele está fazendo com o dinheiro. No caso de Fichman não foi diferente. O produtor queria, entre outras coisas, que Meirelles filmasse cenas de neve no Canadá. O diretor brasileiro de uma lição de diplomacia. Fez as tais cenas. Depois, centrou o grosso da locação do filme em São Paulo, em cenários com ruas imundas, cadáveres humanos sendo devorados por cães, lojas e casas invadidas e saqueadas. Na hora de montar o filme, as cenas de neve não combinaram com o visual geral e ficaram fora da edição final. Um dos sinais do prestígio de Meirelles no mercado internacional é o fato de que, em seus contratos, existe uma cláusula que diz que o “corte final”, como se costuma dizer no jargão cinematográfico, é dele. Isso não é comum. Depois de finalizar Água Negra, terror com muito clima e suspense, mas com roteiro fraco, Walter Salles se queixou da interferência de produtores e praticamente renegou o filme. Em sua carreira americana, Bruno Barreto sempre reclamou da falta de autonomia, que o enfraquecia diante dos atores. Certa vez, durante as filmagens de Atos de Amor (1996), foi desautorizado em pleno set pelo ator Dennis Hopper. Engoliu a ofensa, deu meia-volta e continuou dirigindo o filme.

Pronto Ensaio sobre a Cegueira, Meirelles passou por outra prova comum no mundo adulto do cinema: o chamado “test screening”. Test screenings são as exibições da primeira versão do filme para o público, com o intuito de fazer ajustes. A maioria dos diretores brasileiros abomina esse procedimento, muito comum nos Estados Unidos e ainda incipiente por aqui. Eles consideram o test screening uma violação à sua obra, uma vez que, se o público não gosta de determinada cena, ela é retirada pelo estúdio. Em parte é verdade, porque normalmente são os estúdios que realizam os testes. Meirelles diz ser ele próprio um entusiasta da prática. “Eu adoro. Porque, depois de ver o filme dezenas de vezes, você perde a referência e o público te dá respostas muito boas”, diz Meirelles.
Ensaio sobre a Cegueira foi submetido a dois testes, um em Toronto, no Canadá, e outro em Nova York. O resultado é que o filme, que tinha 2 horas e 50 minutos, terminou com 1 hora e 58. Na primeira versão, havia duas cenas de estupro. No filme que o público verá, há apenas uma, e mesmo assim com vários cortes. Durante o test screening em Toronto, dezenas de mulheres abandonaram a sala achando o trecho forte demais. Meirelles baixou a voltagem das cenas. “Acho que o filme tem uma história fortíssima e bela para contar, e não é justo que, por causa de uma ou duas cenas, as pessoas não cheguem até o fim da projeção”, diz o diretor.

Esses pequenos ajustes não interferem no impacto final. Ensaio sobre a Cegueira é um filme perturbador em todos os aspectos. No enredo, a humanidade é atingida por uma epidemia de cegueira branca. Todos estão cegos, menos a Mulher do Médico, vivida por Julianne Moore (no livro de Saramago, como no filme, os personagens não têm nomes). Outro trunfo do filme é a fotografia. Meirelles precisou encontrar imagens que remetessem à cegueira. Usou para isso muita luz saturada, cenas desfocadas, reflexos e uma trilha sonora minimalista, muito mais rítmica do que melódica, assinada pelo grupo mineiro Uakti.

Outro ponto a favor de Meirelles é a maneira como deixa o elenco solto para improvisar. Isso é raríssimo em diretores internacionais, mas faz a alegria dos atores. Não à toa, estrelas de primeira grandeza de Hollywood adoram a experiência de trabalhar com o brasileiro. Durante o Festival de Cannes deste ano — cujo filme de abertura foi justamente Ensaio sobre a Cegueira —, a atriz Julianne Moore disse que era ótimo trabalhar com um grande diretor como Meirelles. Conquistar confiança e simpatia de nomes como os de Julianne, Rachel Weisz e Ralph Fiennes é tarefa árdua para diretores, principalmente não-americanos. A maturidade em lidar com o cinema da vida real, aliada ao bom resultado final de seus dois filmes em inglês, firma o nome de Fernando Meirelles como o diretor brasileiro mais bem posicionado no cenário internacional do cinema.

O Filme

Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles. Com Julianne Moore, Danny Glover, Mark Ruffalo e Alice Braga. Estréia prevista para 12 de setembro.

Por André Nigri

Fernando Meirelles no jornal “O Estado de São Paulo”

Publicado por admin em 08 Set 2008 | sob: Sem Categoria

Notícia originalmente publicada no Caderno Link do jornal O Estado de São Paulo, no dia 08 de Setembro de 2008.

fernando estadao - fernando estadao

Por uma cegueira voluntária

Diretor de ‘Cegueira’, que estréia sexta, diz que ‘fecha os olhos’ para não se angustiar com queda na bilheteria por pirataria

Fernando Meirelles não faz joguinho de cena. Ao menos, é essa a impressão que fica quando se conversa com ele. Às vésperas do lançamento de “Ensaio Sobre a Cegueira”, nesta sexta-feira, o mais internacional dos cineastas brasucas diz que o seu filme “é do tipo ame ou deixe a sala (de exibição)”. Não é o tipo de declaração que se espera de alguém que divulga um novo trabalho.
Mas é assim que Meirelles funciona. E isso fica muito mais claro ao ler o blog mantido por ele entre agosto de 2007 e março deste ano. No site, ele contava de forma franca as agruras para adaptar o livro mais vendido do português José Saramago, considerado “infilmável” por muitos.
O escritor, prêmio Nobel de literatura, inclusive já conferiu o longa, que abriu a última edição do Festival de Cannes, em maio. Ao término da sessão, emocionado, Saramago foi flagrado, por uma câmera MiniDV, pelo filho de Meirelles. Está tudo no You Tube( confiram na sessão bastidores do site da O2).
À primeira vista, a impressão que se tem é a de que Meirelles está sempre conectado. Ele não desgruda do seu MacBook branco para checar e-mails e assistir a DVDs. Além disso, planeja a compra de um item extravagante: um toca-MP3 que funciona embaixo d’água.
Por outro lado, o cineasta, indicado ao Oscar por “Cidade de Deus”, não quer nem saber de celular. “Não sou o Iraque e nem fazenda no Pontal do Paranapanema para ficar sendo invadido assim a toda hora”, sorri, ao confessar a sua ojeriza ao telefone móvel.

Futuro do Cinema

Tal qual já ocorreu com a venda de música, o cinema também está perdendo público. Apenas no primeiro semestre de 2008, no Brasil, o público recuou 11%, segundo a consultoria Filme B. Meirelles está ligado nesse movimento. Para ele, as novas mídias e tecnologias, além da pirataria, têm tirado o sono dos grandes grupos envolvidos nesse negócio.
Mesmo assim, ele, que é sócio da produtora O2 (o2filmes.com), garante não se angustiar com a nova realidade. “Tento ficar focado apenas nas histórias. Fecho os olhos e sigo em frente. (É) Cegueira voluntária”, filosofa. O diretor segue independente, apesar de ter nomes estelares, como Julianne Moore e Rachel Weisz, no elenco de “Cegueira” e “O Jardineiro Fiel”, seu filme anterior.
É bem verdade que hoje os estúdios não dependem apenas da venda de ingressos. Os blockbusters, como Batman e Indiana Jones, dão origem a uma série de licenciamentos para produtos que podem ir de uma simples caneca até complexos games.
As ações de marketing também evoluíram. No último Batman, a Nokia apresentou seu primeiro celular touchscreen. Perdeu? No YouTube (sempre ele!), dá para ver o aparelhinho (tinyurl.com/nokiatube).Tudo isso, claro, representa muitas moedinhas nos cofres dos estúdios.
Para Meirelles, porém, apesar dos milhões que envolvem a indústria cinematográfica, o cinema não é apenas um negócio; é arte. “Os maiores gênios da pintura ou da música fizeram suas obras por encomenda e isso não tira em nada o valor artístico de seus trabalhos”, argumenta.
Enquanto isso, os exibidores, os mais interessados em fazer com que as pessoas voltem a freqüentar os cinemas, contra atacam com as salas 3D, que propiciam uma experiência mais “sensorial” por parte dos espectadores.
Meirelles, porém, não se anima com a novidade.“ Nunca pensei em fazer filmes nesse formato, mas acho muito interessante a idéia de colocar o espectador cada vez mais dentro da história”, afirma. “Mas um bom roteiro e uma boa atuação também fazem isso muito bem”, conclui.

UM FILME QUE DEU ORIGEM A UM BLOG OU VICE-VERSA

“Estaria me vendendo ao mercado? ‘Talvez sim’, sugeriu minha mulher. Obviamente que sim’, afirmou minha filha. Mas é claro que eu neguei.”No último post de seu blog “Diário de Blindness” (blogdeblindness.blogspot.com), Fernando Meirelles fala sobre as muitas mudanças que fez no filme, algumas delas sugeridas pelos produtores do longa. Na época, ele ainda trabalhava na montagem do filme. Aversão que será exibida a partir desta sexta-feira no País é a de número 14.
Com franqueza e um texto humano e envolvente, Meirelles manteve o diário sobre os bastidores da produção de “Ensaio sobre a Cegueira” durante sete meses. “Quando um jornalista me perguntou, durante o Festival de Toronto, como seria o filme, eu me dei conta de que não tinha nada muito sólido para responder. Menti que não contaria para não estragar a surpresa”, escreveu Meirelles, com surpreendente honestidade, em seu primeiro post.
Medos, dúvidas e incertezas permeavam a sua cabeça. Mesmo assim, ele decidiu compartilhar a insegurança com o público“. Comecei a escrever pelo prazer. Achei que me ajudaria a pensar no filme e de fato me ajudou a entender a história e isso deve ter afetado o resultado final de alguma maneira”, analisa.
Apesar da repercussão causada pelo blog, ou talvez por causa dela, Meirelles largou o site do dia para noite. “Eu parei subitamente quando percebi que (o blog) estava sendo traduzido em outras línguas e se espalhando. Me assustei e abandonei”, conta ele, que diz ter gostado da experiência e pretende repeti-la.
E por falar em projetos, o próximo filme de Meirelles, que deseja se dedicar a produções internacionais, deve ser uma comédia.

CINEMA DIGITAL

“Ensaio Sobre a Cegueira”, que abriu a última edição do Festival de Cannes e colheu muitas críticas, é ainda o primeiro filme dirigido por Meirelles repleto de efeitos especiais. “Há 298 efeitos digitais no filme, tem até figuração 3D, mas evidentemente ninguém percebe”, garante.
Adepto da película, entretanto, ele confidencia que roda uma minissérie para a Rede Globo em digital e está gostando muito da experiência. “Dependendo do resultado final, pode ser que eu nunca mais use película na vida”, diz.

Por Bruno Galo

Fernando Meirelles fala sobre “Ensaio Sobre a Cegueira” para a Revista da Folha

Publicado por admin em 08 Set 2008 | sob: Sem Categoria

Notícia originalmente publicada na Revista da Folha, no dia 07 de Setembro de 2008.

markefernando - markefernando

O diretor e o ator Mark Ruffalo durante pausa nas filmagens.

ENSAIO PARA A CEGUEIRA
por Fernando Meirelles

Pediram para que colocássemos vendas pretas, dessas que se usa em avião. Éramos umas 25 pessoas. Uma mão e uma voz nos ajudaram a entrar em vans e partimos sem saber para onde. Começou assim a oficina para o filme “Ensaio sobre a Cegueira”, com toda a equipe, coordenada pelo preparador de elenco Chris Duvoort.

As vans rodaram por um tempo, pararam, as portas se abriram e saímos tateando em silêncio. Além de nos pedirem para não conversar, nada mais nos foi dito. De repente, um sininho tocou e instintivamente começamos a andar em sua direção. Na escuridão, qualquer referência parece um bote salva-vidas. Saímos tropeçando. Passavam carros. O calor na pele nos dizia se estávamos no sol ou na sombra. O sino entrou num espaço mais frio, que pelo eco parecia ser um galpão vazio. Ficamos vagando, descobrindo corredores e portas, mapeando o lugar mentalmente.

No início, ao esbarrarmos num companheiro, havia um certo desconforto. Pedíamos desculpas. Depois, cada encontrão era seguido de mãos que se tateavam e estabeleciam um código mudo na base de apertos, tapinhas etc. A dificuldade criou rapidamente uma intimidade que jamais teria acontecido sem as vendas. Fala-se que as crises despertam nossos instintos de grupo e nossa solidariedade adormecida. Nesse microcosmo, constatei o quanto a afirmação tem de verdade.

Centenas de pessoas em São Paulo e em Toronto passaram por esses exercícios, que duravam por volta de quatro horas.

Éramos submetidos a cheiros que cruzavam nosso caminho, sons, músicas que se alternavam. Sem a visão, experiências sensoriais parecem mais profundas. A visão ocupa a mente, não deixando espaço para vivenciarmos outras experiências, inclusive as que se passam dentro de nós. Não por acaso, fechamos os olhos para uma melodia, para meditar.

Em cada uma das sessões, havia quem se angustiava profundamente, se agarrava a alguma coisa ou se sentava no chão e chorava. Para outros, meu caso, o mundo sem visão pareceu confortável e prazeroso. Quando o sininho nos levou até um restaurante, pressenti que estávamos chegando ao fim e lamentei.

Deu para perceber que sem imagens qualquer culinária melhora muito. O sabor do macarrão alho e óleo pareceu extraordinário. Após o cafezinho, finalmente a voz reapareceu: “Podem tirar as vendas”. Demorei para fazê-lo e foi desagradável o bombardeio de cores, luzes e rostos cheios de expressões carregadas de significado. Em três minutos, a rica experiência do mergulho para dentro já havia se dissipado. Era como se aquela intimidade comigo mesmo se perdesse. Entendi finalmente porque o Homem da Venda Preta, Danny Glover no filme, fica tão apreensivo na cena final com a perspectiva de voltar a ver. Ele tem medo de que todos percam o que conquistaram com tanto sofrimento.

Curioso o homem. Temos a capacidade de adaptação das baratas e a memória de uma maçaneta. A maior parte das experiências que vivemos e que poderiam nos ensinar parece se dissipar como vapor. “Para onde vão?” Perguntaria o replicante no final de “Blade Runner”.

O Retorno da Caveira de Hamlet

Publicado por admin em 05 Set 2008 | sob: Sem Categoria

Apesar do intenso trabalho nas gravações de “Som e Fúria”, o clima no set é descontraído.

Veja o flagrante da caveira cenografia utilizada na montagem de Hamlet que foi presente da equipe canadense da série “Slings and Arrows” à Fernando Meirelles, cheia de jujubas!

caveira 1 2 - caveira 1 2

Foto por Cacá Meirelles

Bastidores da Equipe de “Ibéria”

Publicado por admin em 04 Set 2008 | sob: Sem Categoria

A O2 Filmes produziu o mais novo filme das margarinas Ibéria, um produto da Unilever que é comercializado no México.

Confira fotos da equipe do filme.

Photo 133 - Photo 133

Diretora Paola Siqueira, fotógrafo Marcelo Durst e a assistente de direção Ale Pellegrino.

Photo 125 - Photo 125

Assistentes de direção Maga e Ale Pellegrino e a diretora de arte Guta.

Photo 130 - Photo 130

A diretora Paola Siqueira entre os assistentes de direção Maga e Ale Pellegrino e, embaixo, a diretora de arte Guta.

Photo 131 - Photo 131

Diretora Paola Siqueira.

« Página Anterior - Próxima Página »