Outubro 2008

Arquivo Mensal

Post do Blog de José Saramago

Publicado por admin em 29 Out 2008 | sob: Sem Categoria

Post extraído do Blog Fundação José Saramago do dia 28 de outubro de 2008.

Caminhamos pela vida como cegos da razão

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Somos cegos, não usamos a razão: Esta poderia ser a conclusão da intervenção de José Saramago na conferência de imprensa de apresentação do filme ‘Ensaio Sobre a Cegueira’, adaptação cinematográfica da obra homónima do escritor português, realizada por Fernando Meirelles.

Num Auditório da FNAC Chiado completamente cheio, José Saramago, Fernando Meirelles, Niv Fishman e Don McKellar recordaram as diversas fases do projecto, desde a relutância de José Saramago em aceitar a cedência de direitos, até ao dia de hoje, em que depois de estrear nos EUA, Brasil e Japão, chega a Portugal numa antestreia que terá lugar no Freeport de Alcochete. Sobre a adaptação, José Saramago reafirmou o seu agrado e emoção ao ver transposta para o ecrã uma das suas obras mais importantes e, questionado sobre a fidelidade da adaptação, considerou que «Tem de haver um grau de fidelidade suficiente, mas o pior que pode haver é uma fidelidade excessiva ao livro. Um realizador é um criador, não é um mero copista». Em relação às críticas de alguns grupos que afirmaram ser ‘Ensaio Sobre a Cegueira’ um filme violento, Saramago refutou, declarando que «O filme é violento por uma questão de lógica: se de repente todas as pessoas cegam é óbvio que toda a estrutura social vá abaixo. Isto somos nós. E nós somos capazes do melhor e do pior, sobretudo do pior. O que é que estavam à espera? Ceguinhos a amparar ceguinhos? Há fome, não se sabe aonde ir buscar comida. Há caos. O caos gera a violência. O filme tinha de ser violento». Numa análise à obra e à situação actual de crise económica, José Saramago afirmou que «Estamos quase sempre cegos. Às vezes não nos apetece pensar mais além do que a nossa própria existência. O ideal era que todos fôssemos cidadãos activos», concluindo «Se há uma catástrofe em qualquer lado, aparecem logo países a querer ajudar, mas um ano depois a ajuda ainda não chegou. Como é possível demorar-se tanto a disponibilizar dinheiro para uma emergência e agora, de repente, saltam milhões? Onde estavam? O dinheiro apareceu para salvar vidas? Não: apareceu para salvar bancos. E dizem que sem bancos isto não funciona. Marx nunca teve tanta razão como hoje»

Fernando Meirelles falou do elenco de actores, propositadamente constituído por actores de várias origens geográficas, desvendando que «A ideia foi formar um elenco multirracial, porque este é um problema da humanidade. A história é sobre o homem. Este foi um desafio enorme para os actores porque tinham de ficar de olhos abertos mas desligados, sem vida. Fizemos vários exercícios para se adaptarem. Torturei os meus actores [risos].»

Sobre ‘O Diário de Blindness’, livro que resultou de um blog criado pelo realizador para anotar as suas reflexões durante a rodagem, Meirelles afirmou ser um conjunto de textos para Internet, nunca tendo pensado na sua edição em livro, confessando estar «até constrangido de o estar a lançar aqui ao pé de um grande escritor [risos].»

O realizador, que estará em Lisboa até amanhã, dia em que viaja até à ilha do Faial para apresentar o filme no Faial Film Fest, Mostra de curtas-metragens organizada pelo Cineclube da Horta, desdobrou-se em entrevistas a diferentes canais de televisão. Aqui deixamos os links para os vídeos das entrevistas concedidas à RTP e à SIC.

Na noite de hoje, ‘Ensaio Sobre a Cegueira’ será projectado no Freeport de Alcochete, numa sessão organizada pela distribuidora da película em Portugal, a Castello Lopes Multimédia.

Fernando Meirelles na Revista da Folha

Publicado por admin em 27 Out 2008 | sob: Sem Categoria

O diretor Fernando Meirelles foi entrevistado pela Revista da Folha para a sessão “A Minha São Paulo” de 28 de outubro de 2008. Abaixo, a matéria:

[por Fernando Meirelles, 53, diretor de cinema]

“Nasci e morei por 28 anos no Alto de Pinheiros, em três residências diferentes. Por isso, a avenida Pedroso de Moraes tem cara de “casa”. Passo por ela há 53 anos, quase diariamente, desde que era uma pista só de terra, antes até da construção da praça Panamericana. Milhares de vezes fiz aquele trajeto no banco de trás do carro dos meus pais, de velocípede, bicicleta, ônibus, moto, dirigindo ou pegando carona. Vi aquelas sibipirunas gigantes serem plantadas. Algumas já se foram e a segunda geração já está bem grandinha!

São Paulo guarda as minhas raízes e, além delas, uma bela coleção de ipês, paineiras, tamboris, resedas, seringueiras, embaúbas, imbuias, jequitibás, figueiras…”

Mais episódios de “O Que Que É Isso?”

Publicado por admin em 27 Out 2008 | sob: Sem Categoria

Confiram os episódios 12, 13 e 14 da segunda temporada da websérie produzida pela O2 Digital, “O Que Que É Isso?”.

Episódio 12 - “Problemão”

Episódio 13 - “Brigada de Incêndio”

Episódio 14 - “Funk do Cabeça”


Filme de Vale do Rio Doce é matéria na Carta Capital

Publicado por admin em 21 Out 2008 | sob: Sem Categoria

“Melhor do Brasil”, filme de Nando Olival para o cliente Vale do Rio Doce com a participação de João Gilberto interpretando a música “Já Pensou”, do publicitário Nizan Guanaes, é matéria da revista Carta Capital da semana de 22 de outubro de 2008.

Confira abaixo o scan da matéria.

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Fernando Meirelles na Dufry World

Publicado por admin em 13 Out 2008 | sob: Sem Categoria

Fernando Meirelles é capa da 4ª edição da revista Dufry World dos meses de setembro a novembro de 2008 (a revista é trimestral).

Confira abaixo scans da matéria de Flávia Guerra.

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Curta de Daniel Rezende ganha prêmio

Publicado por admin em 10 Out 2008 | sob: Sem Categoria

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“Blackout”, curta dirigido por Daniel Rezende, ganhou o prêmio de Melhor Curta de Ficção segundo o Júri Oficial do Festival do Rio 2008. O júri foi presidido por Wieland Speck e composto por Jorge Duran, Camila Pitanga e Lita Stantic.

O curta “Blackout” é o primeiro trabalho de Daniel Rezende como diretor e conta a história de um assessor e um suplente parlamentar que fumam um baseado em uma sala da Assembléia Legislativa em reforma. No elenco, Wagner Moura, Augusto Madeira, Déo Teixeira e César Charlone.

“Som e Fúria” é página inteira no Estadão

Publicado por admin em 09 Out 2008 | sob: Sem Categoria

Matéria originalmente publicada no Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo em 09 de outubro de 2008.

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SHAKESPEARE DE CABEÇA PRA BAIXO
Fernando Meirelles prepara minissérie sobre os bastidores de uma atrapalhada companhia de teatro

Debaixo de uma das jabuticabeiras carregadas do quintal da O2 Filmes, em Cotia (SP), o ator Pedro Paulo Rangel é quem melhor define Som & Fúria: “É uma minissérie sobre teatro, dirigida por um diretor de cinema e que vai passar na TV.”

Depois de se esbaldar na densidade, com filmes como O Jardineiro Fiel e Blindness, Fernando Meirelles escalou um elenco gigante e estrelado para refilmar a comédia escrachada Slings and Arrows, que foi ao ar na TV canadense em 2003. O próprio Meirelles adaptou o texto, e divide a direção com Gisele Barroco, Toniko Mello, Fabrizia Pinto e Rodrigo Meirelles. Som & Fúria é mais uma co-produção entre a Globo e a O2 que, neste modelo, já fez séries como Cidade dos Homens e Antônia. Estão gravando, até o fim deste mês, além de Pedro Paulo Rangel, Andréa Beltrão, Felipe Camargo, Dan Stulbach, Regina Casé, Daniel de Oliveira, entre outros.

A série conta a história de uma companhia fictícia de teatro, residente do Teatro Municipal de São Paulo e especializada em montagens de Shakespeare, que está muito mal das pernas, à beira da falência.

A âncora da história, que conta o dia-a-dia da trupe teatral, é o personagem de Felipe Camargo, Dante. Tão dramático e atormentado quanto um Hamlet, o ator de repente se vê à frente da companhia, que antes foi dirigida por Oliveira (Pedro Paulo Rangel). “O Oliveira morre logo no primeiro episódio, atropelado. Depois, como fantasma, passa a assombrar o teatro e faz uma parceria com Dante na direção da companhia. Todo bom teatro tem o seu fantasma”, adianta Rangel. “O texto é todo muito ligado ao universo shakespeariano. Não chega a ser uma metalinguagem, mas universos paralelos que vão se misturando - o que é encenado no palco pelos atores e o que acontece em suas vidas, nos bastidores.”

O descompasso entre o talento artístico e a vocação para os negócios tempera a série com graça e humor negro. “Os atores da companhia são assalariados. No pano de fundo da história estão questões como a falta de patrocínio para o teatro e a dificuldade de se sustentar uma companhia”, adianta Felipe Camargo.

Na outra ponta da história, entre planilhas de gastos, está Ricardo, personagem de Dan Stulbach. “Ele é o diretor-financeiro da companhia, meio peixe fora d?água”, detalha Stulbach. “Quando garoto, ele cantou numa peça, teve seu instante artístico. Mas é careta, exato, e está no meio dessa história porque teoricamente é o cara que discute dinheiro. É o cara do Excel.”

Stulbach defende Ricardo, diz que ele não é exatamente um vilão. Mas só o fato de ter de lidar com dinheiro e tirar lucros de Shakespeare já faz dele um sujeito controverso, no mínimo. É numa tentativa desesperada de Ricardo de trazer grande público para o teatro que entra na história o publicitário Sanjay - aí, Rodrigo Santoro aparece em cena.

No meio de mais de 120 atores, a participação de Santoro foi a que causou mais comentários e expectativa. Numa brecha entre os lançamentos dos últimos filmes de que participou no exterior, La Leonera e Che, o ator passou apenas três dias no set de Meirelles - um deles acompanhado pela reportagem do Estado. Logo no começo da conversa, o ator diz que é lenda a informação de que ele estaria ganhando milhões para estar em Som & Fúria e só depois de muita negociação é que a Globo conseguiu três dias em sua agenda internacional. “Imagina, não é verdade. Meu personagem tem só oito cenas, por isso estou gravando só em três dias”, esclarece.

Como todos os outros atores ouvidos pela reportagem, Santoro festeja a oportunidade de trabalhar com Meirelles e a possibilidade de fazer uma comédia rasgada. “Nunca fiz nada assim, onde pude trabalhar muito com humor”, diz ele. “Ensaiei trabalhar com o Fernando em 1994, quando ele ia dirigir uma adaptação de Mar Morto. Eu cheguei a começar a me preparar, mas a minissérie acabou não acontecendo. E eu fiquei com essa vontade de trabalhar com ele. Agora, finalmente tive a oportunidade e adorei.”

Na minissérie, prevista para ir ao ar no começo de 2009, Santoro contracena apenas com Stulbach. Ele surge no set com cabelos estrategicamente grisalhos, lápis preto nos olhos, barba desenhada, suado de uma partida de tênis. Fora isso, sabe-se pouco: que é esotérico, um tanto picareta e que sabe ficar numa posição invertida de ioga com perfeição (veja foto no alto). “Ele é contratado pelo personagem do Dan para melhorar a imagem da companhia. Ele chama isso de reposicionamento de marca, e monta uma campanha chocante. Essa é a filosofia da Sapo Martelo, a agência dele: chocar”, adianta. “Mas o Sanjay é um personagem que tem mistérios, acho melhor não revelar para não perder a graça”, desconversa ele, como se isso fosse mesmo possível.

Por Patrícia Villalba.

Segunda temporada de “O Que Que É Isso?”

Publicado por admin em 08 Out 2008 | sob: Sem Categoria

Confiram os episódios 9, 10 e 11 da websérie produzida pela O2 Digital.

Episódio 9 - “Bingo!”

Episódio 10 - “Contenção de despesas”

Episódio 11 - “Emagrezendo”

Matéria sobre Saramago no O Globo

Publicado por admin em 03 Out 2008 | sob: Sem Categoria

A matéria abaixo foi originalmente publicada ,hoje, no portal do jornal O Globo. Trata-se de uma resposta do escritor José Saramago à Federação Nacional dos Cegos de Maryland (NFB), que criticou a adaptação cinematográfica de Fernando Meirelles para “Ensaio sobre a Cegueira”.
A NFB havia anunciado um protesto a ser realizado nos cinemas americanos que exibem o filme.
José Saramago, recebeu o prêmio Nobel de Literatura de 1998, e é o autor do livro “Ensaio sobre a cegueira”, em que se baseia o filme de mesmo nome, dirigido por Fernando Meirelles.

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Saramago diminui importância do boicote a ‘Ensaio sobre a cegueira’ nos Estados Unidos

LISBOA - O escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura de 1998, diminuiu a importância do boicote da Federação Nacional de Cegos (NFB) norte-americana ao filme “Ensaio sobre a cegueira”, baseado em seu livro homônimo.
Saramago disse à emissora “TSF” que os dirigentes da NFB se pronunciam sobre um filme que “infelizmente não puderam ver” e que julgam por comentários de terceiros.
- Isso não é polêmica, porque para que esta exista é preciso de interlocutores. Neste caso, trata-se de uma associação de cegos que decide ter uma opinião sobre um filme que não viu - afirmou o escritor português.
Além disto, Saramago falou da “estupidez que não distingue entre cegos e não cegos” e que o protesto é “uma manifestação de mau humor sustentada em nada”.
O Nobel de Literatura considerou que tanto o livro como a adaptação cinematográfica são atuais, especialmente em uma sociedade como os Estados Unidos.
“Ensaio sobre a cegueira” vendeu mais de meio milhão de exemplares quando foi publicado nos Estados Unidos em 1998.
A adaptação para o cinema do livro foi dirigida por Fernando Meirelles (”Cidade de Deus”) e mostra o caos que se produziria na sociedade se todos de repente ficassem cegos.
A NFB condenou o filme por entender que os cegos são mostrados como incompetentes e depravados e seus membros vão protestar nas 75 salas de cinema onde o filme será exibido a partir desta sexta-feira nos Estados Unidos.

Walter Salles e Fernando Meirelles serão homenageados

Publicado por admin em 02 Out 2008 | sob: Sem Categoria

walter fernando - walter fernando

O diretor Fernando Meirelles e o filme “Central do Brasil”, de Walter Salles, serão homenageados no 1º Congresso da Cultura Ibero-Americana que será realizado na Cidade do México, no México.

Esse congresso ocorrerá até o próximo sábado, dia 04 de outubro, e faz um tributo aos 50 diretores e longa-metragens da região Íbero-Americana.