Laura Neiva no cineclick
Publicado por admin em 21 Jul 2009 | sob: Sem Categoria
Ontem foi realizada a pré estreia do novo longa da O2 Filmes, “À Deriva”, com direção de Heitor Dhalia, direção de fotografia de Ricardo Della Rosa e direção de arte de Guta Carvalho.
No elenco: Vincent Cassel, Débora Bloch, Camilla Belle, Cauã Reymond e Laura Neiva.
No site especializado em cinema cineclick, do Portal Uol, foi publicada uma matéria sobre a estreante Laura Neiva, em 20 de julho de 2009, às 20:07hs.
À Deriva inspira-se na nouvelle vague e revela jovem talento

Terceiro longa-metragem de Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo), À Deriva é um drama sobre uma família de classe média alta cujas férias em Búzios representam o início do fim. Um filme que traz como heroína uma adolescente que sofre ao ver a ruína familiar, mas tem de atravessar o rito de crescimento.
Um trabalho com um toque do movimento que mudou o cinema francês na década de 60, nouvelle vague, na visão do diretor. “Meu filme tem relação com os filmes de praia do Eric Rohmer e com o que os franceses chamam de “oito fechado”, a dramaturgia na qual as relações se fecham dentro de uma geografia. Um foco num universo pequeno burguês onde acontecem coisas dramáticas, mas suaves. Nenhuma bomba explode, não há catarse, é apenas a vida”, reflete Dhalia.
O francês Vincent Cassel (Inimigo Público Nº - Instinto de Morte), protagonista do filme, que não gosta do pós-nouvelle vague francês, corrobora essa avaliação. “Para mim, À Deriva é um filme estranho, eu não o faria caso fosse uma produção francesa. Ele tem um toque nouvelle vague, e eu sempre briguei muito com a síndrome do pós-movimento. Ele, em si, foi maravilhoso, mas virou um padrão, cujas cópias feitas pela minha geração são ruins”, avalia Cassel. Porém, ele cita uma espécie de antropofagia para justificar sua presença no filme. “Quando esse padrão foi digerido por um brasileiro, pernambucano, sobressaiu uma sensualidade e perspectiva diferente”, completa.
Nesse drama familiar ambientado na paradisíaca Búzios (Rio de Janeiro) dos anos 80, a musa é uma garota de 15 anos de traços infantis e sensualidade latente, tudo na mesma pessoa. Uma menina que se transforma em uma mulher ao ser enquadrada pela câmera do cinema, cuja beleza nos faz lembrar de Brigitte Bardot.
Ela é a estreante Laura Neiva, encontrada pela produção do filme em um site de relacionamento. Apesar de estar no primeiro longa, não se intimida com a câmera. “Ela é minha amiga, nunca foi um problema. O Ricardo Della Rosa [diretor de fotografia] me mostrava a cena rodada, como tinha ficado o enquadramento, eu podia brincar com a câmera”, revela Laura, que pretende dedicar-se apenas ao cinema.
Completa o trio protagonista a mãe da garota, Clarice, interpretada por Deborah Bloch (Caramuru - A Invenção do Brasil), que há oito anos não participava de um filme. “Eu interpreto uma mulher da minha geração, entre 40 e 50 anos, que dá uma solução possível ao seu drama familiar”, afirma a atriz que este ano completa 29 anos de carreira.
O doloroso e delicado drama de À Deriva chega aos cinemas brasileiros em 31 de julho.
Por Heitor Augusto.
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Tive a oportunidade de ir à pré-estréia do filme “À deriva” e saí do cinema extremamente satisfeita e orgulhosa com a qualidade do filme.
História real, ocorrida em nossas vidas diariamente mas levada aos cinemas como um filme simplesmente… sublime.
Imagens mágicas, dignas da beleza da natureza brasileira.
Diálogos simples, doces emuitas vezes emocionantes.
Atores e atrizes demonstrando um profissionalismo único mesmo tratando-se de alguns adolescentes.
Direção impecável!
O filme foi capaz de me levar às lágrimas assim como muitos que estavam na mesma sala.
Tratar de um tema tão delicado e tão presente na vida de crianças e adolescentes é muito difícil, no filme, a abordagem foi simplesmente mágica!
Parabés equipe O2! Que venham os próximos com a mesma qualidade para mostrarmos que somos capazes de fazer cinema com muito, muito sentimento.
Lilian Grzegorz
eu queria ser atriz
O filme é, sem dúvida, lindo visualmente… a fotografia é impecável e as atuações convincentes, mas tenho a mais plena certeza de que o caprichoso e talentoso Heitor Dhalia deveria apenas dirigir. Seu roteiro é fraco e posso até dizer que assim como seus longa anterior, “o cheiro do ralo”, este à deriva, parece apresentar um único ato, e este ainda bastante razoável, seus argumentos por mais originais que possam ser, simplesmente não se sustentam ao longo da projeção. O filme, assim como o trailer, é uma sucessão de belas imagens e as transformaçõs sofridas pelos personagens não convencem se quer a eles mesmos, quem dirá ao público.